Há
muitos líderes evangélicos orgulhosos, que vivem cometendo erros e
pecados grosseiros. Muitos destes enganam, humilham e exploram incautos.
Mesmo assim, tais líderes se acham dignos de continuar conduzindo
trabalhos e ministérios. Ironicamente, eles se esquecem, ou fingem não
saber que o juízo de Deus será um horror quando cair sobre suas vidas!sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
PENSANDO LIDERANÇA EVANGÉLICA... DE NOVO
Há
muitos líderes evangélicos orgulhosos, que vivem cometendo erros e
pecados grosseiros. Muitos destes enganam, humilham e exploram incautos.
Mesmo assim, tais líderes se acham dignos de continuar conduzindo
trabalhos e ministérios. Ironicamente, eles se esquecem, ou fingem não
saber que o juízo de Deus será um horror quando cair sobre suas vidas!sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
ACRÓSTICO - 4
Outra vez
Natal
Nessa época
do ano tudo fica muito agitado e
Até hoje, não
entendo muito bem por que é assim.
Tanta gente se
atropelando nas ruas, lojas, mercados…
Até parece que é o fim do mundo!
Loucura geral.
De que adianta
tanta correria?
O verdadeiro
sentido do Natal nem é isso!
Sonho com um Natal onde há troca de gentilezas em vez de presentes!
Mais que
comida e bebida fartas, bastariam abraços, afagos...
Estender a mão
aos desvalidos e
Unir-se àqueles
que fazem o bem.
Sim, é assim
que deveria ser o Natal!
Sei que soa
infantil, mas
Opto, porém,
pelo sonho.
Não quero Natal só 25 de dezembro.
Hoje, amanhã...
Todos os dias podem ser natalinos.
O mundo seria
diferente se fôssemos mais generosos e
Solícitos todos os dias e não só no final de cada ano!
- pr Aécio -
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
APARÊNCIA E ESSÊNCIA
Minha conversão ao Evangelho ocorreu no tempo em que paletó e
gravata para os homens, saia e cabelo para as mulheres ainda eram sinônimos de
santidade na maior parte das igrejas evangélicas – principalmente as de cunho pentecostal.
Quanto mais alinhadas e modestas as vestes ou os penteados, maior a aura de
santo ou de santa.
Lembro-me, por exemplo, que na pequena congregação da qual era
membro se realizava uma vez por semana o chamado “culto de doutrina”, reunião
em que o pastor gastava 90% do tempo de sua preleção falando sobre roupas,
penteados, comportamentos, adornos, maquiagens, televisão, etc., e, pasmem,
quase tudo com “base bíblica” (naquelas tipo “texto fora do contexto...”)!
Pois é, os tempos mudaram e muita coisa mudou de lá para cá. Com
pequenas variantes e raríssimas exceções, nem mesmo as igrejas (ou
denominações) mais rígidas resistiram a prova do tempo na observância daquilo
que convencionamos chamar de “usos e costumes”. Os irredutíveis
“pastores-delegados” sucumbiram ao ditames do novo milênio, e tiveram que abrir
mão das exigências dos membros se vestirem assim ou assado – de vez em quando
fico pensando em como é que os tais “pastores-delegados” que ficaram para
assistir a transição das eras conseguem explicar, se é conseguem, que aquilo que
antes era proibido hoje não é mais.
Passou a era da santidade de fachada e chegamos aos “tempos de
unção”, afinal, quanto mais ungido o indivíduo, mais na crista da onda do
momento! Todo mundo quer mais é receber a “unção da vitória financeira”,a
“unção da ousadia”, a “unção da multiplicação”, a “unção das portas abertas” ...
Ufa! Haja apelido para tanta unção!
Acontece que, assim como no passado havia uma vitrine que exibia a
pseudo santidade, os “ungidões” de hoje precisam ostentar, eles têm que parecer
melhores, mais abastados, mais “cheios da grana” e por aí vai – é muita
frescura pro meu gosto!
Naquele tempo a santidade estava nas roupas bem comportadas, no
cumprimento do cabelo (no caso das mulheres), ou na rigidez do estilo de vida.
Hoje é bem diferente, a “unção” pode até estar nas roupas, desde que sejam de
grifes caras! Mas também, a “unção” pode estar nos carros luxuosos; nos
roteiros turísticos “five stars”; enfim, na extravagância, na opulência! A
equação é bem simples: quanto mais aparência de rico, quando mais purpurina,
mais ungido é o irmão!
(Se fosse falar dos pregadores e artistas gospel afetados pela “paranoia da unção da estrelinha” teria que
começar um texto exclusivo só pra eles, e a coisa iria ficar mais feia – vou
deixar para outra oportunidade.)
A propósito, nem tudo está perdido. Creio piamente que ainda há os
milhares que não se dobraram ao Baal das aparências. Sim, são aqueles que
entendem que Evangelho de verdade não é casca, é
conteúdo!
Há aqueles que experimentam dia a dia a profundidade da graça e do
amor de Deus, logo, não precisam se “drogar” com a superficialidade da religião
de consumo, nem com a fé “coisificada”. Há aqueles que sabem diferenciar muito
bem a aparência da essência: aquela se conforma com as insignificantes
gratificações desta vida, esta ambiciona o que eterno!
“Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia; o que resta é
que também os que têm mulheres sejam como se não as tivessem; e os que choram,
como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que
compram, como se não possuíssem; e os que usam deste mundo, como se dele não
abusassem, porque a aparência deste mundo passa.” - I Co
7.29-31
Um abraço!
- pr Aécio -
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
DEUS, TENHA MISERICÓRDIA DE NÓS, PASTORES!
Tenho pensado muito nas questões que envolvem ministério cristão nos últimos dias. Não tenho nem mesmo me poupado de questionamentos que passam pela certeza do chamado; pelo preparo adequado e pelo real comprometimento com tudo aquilo que implica, que incide ou que é necessário para o bom desempenho e eficácia da práxis ministerial.
Outro dia li uma matéria no site da “Cristianismo Hoje”
que citava, dentre outras coisas, estatísticas levantadas numa pesquisa
mostrando o aumento de obreiros que abandonam as funções pastorais e afins,
assumindo a vida secular e dedicando-se a ocupações de cidadãos comuns. Os
motivos citados são dos mais diversos: Doenças, conflitos familiares, estresse,
pecados e outros.
Na verdade não tive nenhuma reação ao ler aquilo e, para
ser honesto, o fato de não ter me chocado com o que estava diante dos meus
olhos me preocupou mais do que os números elevados de ex-pastores ou
ex-obreiros que “abandonaram o cajado”.
Fiquei mais preocupado (pra ser honesto) por não ter tido nenhuma reação do
tipo: “Uau! Que absurdo! Que horror!”...
Pelo contrário! Tudo que estava ali me parecia muito previsível; tudo muito
comum e até certo ponto aceitável ou justificável. Então, confuso pela ausência de empatia momentânea, tirei um tempo para
refletir minhas próprias convicções, minha própria visão de chamado (e só do
meu chamado) e assim por diante. Parei para verificar minha própria resistência
à luz de I aos Coríntios 10.32, que diz “Aquele,
pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.”.
Conclui
mais uma vez que não posso me ufanar por não
estar naquela estatística, que devo vigiar ao máximo para não me deixar
dominar pela maldita síndrome do triunfalismo, tão comum em nossos dias –
aquela sensação burra que
faz com que muitos “engravatados de
púlpito” se sintam imbatíveis, fingindo grande parte do tempo que estão
mais para “homens de aço” do que para homens de carne e osso.
A propósito, é assim mesmo que muitos obreiros vão
levando suas vidas, seus relacionamentos familiares e demais interações
sociais: no limite. Vi (e vejo) muitos destes cambaleantes, outros se arrastando moribundos... E assim permanecerão, até
que se vejam num inferno existencial, num caos interior, ou até que assistam em
tempo real o filme de suas vidas terminar em desgraça absoluta.
Que Deus, tenha misericórdia de nós, pastores!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
REFLEXÕES SOBRE O SERMÃO DA MONTANHA
Há quase cinco meses tenho pregado sobre a passagem bíblica que conhecemos como “O Sermão da Montanha”, escolhendo como base para as exposições aquela registrada nos capítulos 5 a 7 do Evangelho de Mateus.
Vibrei em revisitar a “galeria das bem-aventuranças”,
onde podemos entender que quaisquer sofrimentos, observados da perspectiva do
Reino de Deus são detalhes de somenos importância, diante da esperança que nos
reserva a eternidade nos céus (5.7-12).
Lembrei que o testemunho cristão deve sair da esfera do discurso inerte e se tornar relevante, e que isto só é possível quando influenciamos e envolvemos as pessoas ao nosso redor com o poder do Evangelho, atuando como “sal” e “luz” (5.13-16) – elementos que dificilmente passarão despercebidos onde quer que estejam presentes.
Refleti mais uma vez sobre o perigo de viver na miséria espiritual sustentada pela religião “farisaica” – aquela que exacerba nas exigências, mas que afrouxa na prática (Mt 5.17-20).
Voltei a estudar sobre os temas polêmicos dos Evangelhos, aqueles que vão dos “sentimentos assassinos”, passando pelo adultério no coração e que chegam até ao odioso e traumático divórcio (5.21-31).
Reavaliei minha própria conduta diante do perigo de subjetivar, ou tratar levianamente aquilo que é sagrado. Além disso, fiz uma introspeção para ver como andam meu senso de justiça própria e minha predisposição em lidar (ou “liquidar”) aqueles que me aborrecem ou me incomodam (5.33-48).
Cheguei envergonhado no capítulo 6, quando me dei conta do quanto somos mesquinhos ao acharmos que temos tantas dificuldades, enquanto muita gente com muito mais necessidades que nós, se sentiriam felicíssimas com bem menos da metade do que a maioria de quem vai ler estas linhas tem ou é (1-4).
Vi que oração e jejum são práticas que facilmente corrompemos pela nossa tendência de querer exibir uma espiritualidade de fachada muitas vezes, enquanto Deus continua esperando uma entrega íntima e verdadeira (6.5-18).
Percebi que os bens materiais desta vida podem ser paradoxalmente tão atraentes quanto desprezíveis; que meus olhos devem ser treinados de forma a contemplar o que eterno, e que por mais que anseie pelas coisas da vida – e que por elas perca o sono – o tempo e a história não irão parar só para que lamente minhas próprias misérias (6.19-34).
Dei meia volta e reencontrei no espelho da minha consciência uma pessoa cheia de defeitos e contradições, mas que muitas vezes se vê à cata da perfeição nos outros (7.1-6).
Entendi de uma vez por todas que desistir é o mote dos fracos. Também consolidei o entendimento de que o simples fato de poder orar é, por si só, mais importante do que quaisquer respostas, e que caminhos e opções fáceis nunca serão sinônimos de conquista ou êxito (7.7-14).
Li sobre os falsos profetas e senti repugnância só de pensar naqueles que enganam em nome da fé. Mas, para não cair na contradição de julgar os outros e não ser flagrado pelo Juiz dos Juízes naquele dia (comentário acima), vasculhei minha despensa testando a qualidade dos frutos que tenho dado ao Senhor e oferecido àqueles que tenho a obrigação de servir (família, sociedade e igreja) – conclui que preciso melhorar muito (7.15-23).
Finalmente, compreendi que não é o conhecimento intelectual da Bíblia, nem o muito que possa conhecer de teologia que vão me livrar na hora do perigo, mas sim o quanto das Escrituras está presente nas minhas experiências, pois só Elas podem dar a firmeza e a segurança necessárias para que permaneça de pé, independente do tamanho das ameaças (7.24-29).
Lembrei que o testemunho cristão deve sair da esfera do discurso inerte e se tornar relevante, e que isto só é possível quando influenciamos e envolvemos as pessoas ao nosso redor com o poder do Evangelho, atuando como “sal” e “luz” (5.13-16) – elementos que dificilmente passarão despercebidos onde quer que estejam presentes.
Refleti mais uma vez sobre o perigo de viver na miséria espiritual sustentada pela religião “farisaica” – aquela que exacerba nas exigências, mas que afrouxa na prática (Mt 5.17-20).
Voltei a estudar sobre os temas polêmicos dos Evangelhos, aqueles que vão dos “sentimentos assassinos”, passando pelo adultério no coração e que chegam até ao odioso e traumático divórcio (5.21-31).
Reavaliei minha própria conduta diante do perigo de subjetivar, ou tratar levianamente aquilo que é sagrado. Além disso, fiz uma introspeção para ver como andam meu senso de justiça própria e minha predisposição em lidar (ou “liquidar”) aqueles que me aborrecem ou me incomodam (5.33-48).
Cheguei envergonhado no capítulo 6, quando me dei conta do quanto somos mesquinhos ao acharmos que temos tantas dificuldades, enquanto muita gente com muito mais necessidades que nós, se sentiriam felicíssimas com bem menos da metade do que a maioria de quem vai ler estas linhas tem ou é (1-4).
Vi que oração e jejum são práticas que facilmente corrompemos pela nossa tendência de querer exibir uma espiritualidade de fachada muitas vezes, enquanto Deus continua esperando uma entrega íntima e verdadeira (6.5-18).
Percebi que os bens materiais desta vida podem ser paradoxalmente tão atraentes quanto desprezíveis; que meus olhos devem ser treinados de forma a contemplar o que eterno, e que por mais que anseie pelas coisas da vida – e que por elas perca o sono – o tempo e a história não irão parar só para que lamente minhas próprias misérias (6.19-34).
Dei meia volta e reencontrei no espelho da minha consciência uma pessoa cheia de defeitos e contradições, mas que muitas vezes se vê à cata da perfeição nos outros (7.1-6).
Entendi de uma vez por todas que desistir é o mote dos fracos. Também consolidei o entendimento de que o simples fato de poder orar é, por si só, mais importante do que quaisquer respostas, e que caminhos e opções fáceis nunca serão sinônimos de conquista ou êxito (7.7-14).
Li sobre os falsos profetas e senti repugnância só de pensar naqueles que enganam em nome da fé. Mas, para não cair na contradição de julgar os outros e não ser flagrado pelo Juiz dos Juízes naquele dia (comentário acima), vasculhei minha despensa testando a qualidade dos frutos que tenho dado ao Senhor e oferecido àqueles que tenho a obrigação de servir (família, sociedade e igreja) – conclui que preciso melhorar muito (7.15-23).
Finalmente, compreendi que não é o conhecimento intelectual da Bíblia, nem o muito que possa conhecer de teologia que vão me livrar na hora do perigo, mas sim o quanto das Escrituras está presente nas minhas experiências, pois só Elas podem dar a firmeza e a segurança necessárias para que permaneça de pé, independente do tamanho das ameaças (7.24-29).
Fim.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
JEITINHO BRASILEIRO, GAMBIARRA E FÉ
Não sei se justa ou
injustamente, nós brasileiros somos conhecidos como “o povo do jeitinho”.
Coincidência ou não, há, inclusive, um ditado (quase um slogan) popular que reza: “Tem jeito pra tudo, menos pra morte!”.
Este negócio de generalizar sempre incomoda aqueles (a maioria, creio) que não se enquadram nessa forma já consolidada de alguns de fora nos enxergarem – acho até que todas as culturas, em todos os cantos desse mundão por aí carregam algum traço comportamental que pode ou deve incomodar, assustar e até escandalizar os outros, iguais ou piores do que este tal “jeitinho brasileiro”.
A propósito, já que toquei no assunto, é também muito comum por aqui lançarmos mão de alguns artifícios de improvisação que chamamos de “gambiarra” (tenho um amigo que costuma brincar dizendo que se formou na fictícia “FAGAMSP – Faculdade de Gambiarra de São Paulo”).
Gambiarra é aquele artifício geralmente paliativo ou provisório que usamos para escorar um móvel quebrado, remendar uma parede rachada, prover iluminação de emergência, encobrir uma trincadura de um objeto qualquer. É um “puxadinho” aqui, uma extensão ou “bico de luz” ali e um “gato” acolá e mais o que a necessidade, a imaginação e os materiais ao alcance das mãos possibilitarem fazer.
Cresci vendo gambiarras e até hoje as vejo espalhadas por onde ando!
Até eu, que não sou mestre no assunto, já lancei mão de umas “gambiarrazinhas” lá em casa e em situações inusitadas nas muitas viagens. Umas até que deram certo e “salvaram o dia”, mas outras só aumentaram a dor de cabeça...
E quando o jeitinho e a gambiarra se encontram com o comodismo?! O perigo é tudo se estragar de vez e não dar para se aproveitar nada do que se pretendia consertar ou salvar!!!
Nas questões espirituais tudo é bem diferente. Não tem jeitinho que dê jeito, nem gambiarra que conserte os estragos na vida de um indivíduo, quando este se desencaminha e se perde nas questões da fé.
É triste conhecer e saber de crentes que parecem se acomodar num estilo de vida cristã onde nada é efetivo ou permanente, onde tudo é improvisado e transitório. É lamentável perceber que muitos crentes veteranos não se importam com regras, disciplina ou ordem quanto às práticas de orar e buscar conhecimento na Palavra do Senhor. Tenho a impressão de que para aqueles, é normal levar tudo na base de concertinhos aqui e remendinhos acolá, como se isso não fizesse diferença alguma.
Querer dar um jeitinho no mau testemunho, querendo encobrir práticas pecaminosas não confessas e não abandonadas é pura perca de tempo e de energia. Igualmente, tentar fazer uma gambiarra no intuito de reparar uma espiritualidade de fachada é só mais uma falácia que, quando muito, poderá apenas retardar a queda fatal.
- pr Aécio -
Coincidência ou não, há, inclusive, um ditado (quase um slogan) popular que reza: “Tem jeito pra tudo, menos pra morte!”.
Este negócio de generalizar sempre incomoda aqueles (a maioria, creio) que não se enquadram nessa forma já consolidada de alguns de fora nos enxergarem – acho até que todas as culturas, em todos os cantos desse mundão por aí carregam algum traço comportamental que pode ou deve incomodar, assustar e até escandalizar os outros, iguais ou piores do que este tal “jeitinho brasileiro”.
A propósito, já que toquei no assunto, é também muito comum por aqui lançarmos mão de alguns artifícios de improvisação que chamamos de “gambiarra” (tenho um amigo que costuma brincar dizendo que se formou na fictícia “FAGAMSP – Faculdade de Gambiarra de São Paulo”).
Gambiarra é aquele artifício geralmente paliativo ou provisório que usamos para escorar um móvel quebrado, remendar uma parede rachada, prover iluminação de emergência, encobrir uma trincadura de um objeto qualquer. É um “puxadinho” aqui, uma extensão ou “bico de luz” ali e um “gato” acolá e mais o que a necessidade, a imaginação e os materiais ao alcance das mãos possibilitarem fazer.
Cresci vendo gambiarras e até hoje as vejo espalhadas por onde ando!
Até eu, que não sou mestre no assunto, já lancei mão de umas “gambiarrazinhas” lá em casa e em situações inusitadas nas muitas viagens. Umas até que deram certo e “salvaram o dia”, mas outras só aumentaram a dor de cabeça...
E quando o jeitinho e a gambiarra se encontram com o comodismo?! O perigo é tudo se estragar de vez e não dar para se aproveitar nada do que se pretendia consertar ou salvar!!!
Nas questões espirituais tudo é bem diferente. Não tem jeitinho que dê jeito, nem gambiarra que conserte os estragos na vida de um indivíduo, quando este se desencaminha e se perde nas questões da fé.
É triste conhecer e saber de crentes que parecem se acomodar num estilo de vida cristã onde nada é efetivo ou permanente, onde tudo é improvisado e transitório. É lamentável perceber que muitos crentes veteranos não se importam com regras, disciplina ou ordem quanto às práticas de orar e buscar conhecimento na Palavra do Senhor. Tenho a impressão de que para aqueles, é normal levar tudo na base de concertinhos aqui e remendinhos acolá, como se isso não fizesse diferença alguma.
Querer dar um jeitinho no mau testemunho, querendo encobrir práticas pecaminosas não confessas e não abandonadas é pura perca de tempo e de energia. Igualmente, tentar fazer uma gambiarra no intuito de reparar uma espiritualidade de fachada é só mais uma falácia que, quando muito, poderá apenas retardar a queda fatal.
- pr Aécio -
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
PENSO, LOGO CRITICO
Sou um crítico assumido.
Acredite se quiser, não foi uma escolha. De repente me peguei criticando as mazelas e querelas que observo nas igrejas, ministérios, movimentos, seitas, etc. – para aliviar o descontentamento dos mais, digamos, sensíveis ou "dodóis": Nem minha congregação escapa my friend! Aliás, nem eu mesmo escapo de mim!
Sei que essa conduta me deixa numa situação meio desconfortável (e perigosa), pois conheço a extensão e a fragilidade do meu teto de vidro. Por conta disto, não poucas vezes me sinto como um equilibrista numa corda bamba, sem vara. Outras vezes me sinto acuado... Mas, tenha certeza: Jamais amedrontado! Noves fora, que venha minha porção de críticas, se necessário!
Com o tempo, percebi que até mesmo em nosso afável e carinhoso meio evangélico, se a gente quiser perder (inclusive amigos) é só criticar ou discordar. Se dependesse só da minha vontade não perderia nada, nem ninguém. Entretanto, só há uma coisa que não quero perder de jeito nenhum: a fé! Quanto às outras, sempre que não depender só da minha boa vontade, fazer o quê?
Prefiro ser um crítico assumidíssimo a ser um profeta do óbvio, um papagaio de pirata ou um falastrão interesseiro – já bastam os que estão ocupando alguns púlpitos, lotando congressos e conferências, e outros espaços disputados por públicos que amam um cafunézinho, quando mereciam um cascudo!
Não quero ser, nem imitar a ninguém. Não quero ser Paulo, nem Jeremias... Quero ser o que sou e falar o que penso, nada mais – sinceramente não acho que é pedir muito! Não quero usar as oportunidades para simplesmente levantar o dedo contra A ou B, mas também não as quero para cativar audiências com conversas de botequim. Não me permito fazer demagogia ou média com quem vive na expectativa de ouvir amenidades, elogios e rasgação de seda.
Ser crítico tem seu preço – pena que não existe teto de vidro blindado (risos)!
Apesar de fazer críticas com o intuito simples de tentar apagar este fogo alimentado pelos desmandos e distorções cada vez mais comuns, principalmente no meio evangélico, percebo que muita gente interpreta como mera intolerância, inveja ou algo semelhante. Ledo engano.
Criticar é pedir para ser criticado também, é pedir para ser sacrificado nos altares profanos da vingança, é se expor a ataques gratuitos, traiçoeiros e covardes às vezes.
Em um exemplo recente, aqui mesmo no Blog, um tal “anônimo” (ou “nhonhônimo”) me pegou pra louco e, na tentativa de esticar o assunto em torno de uma crítica que o mesmo fez a mim, desafiando e provocando o dito cujo com algumas postagens posteriores, parece que o mesmo escafedeu-se... Ser crítico não é para qualquer um mesmo! Aleluia!
Noutro exemplo, mais uma pedrada no meu querido e sofrido teto repercutiu no teto da esposa... Pode?! Há mais ou menos dois anos nem mesmo os docinhos que ela fazia (e faz) para complementar a renda doméstica escaparam do revide. Isto mesmo, as guloseimas da minha MARAvilhosa mulher foram motivo de questionamentos do tipo “... estranho que a esposa de um pastor tenha que vender docinhos” – uma coisa destas nem merece reposta.
Por fim, parafraseando aquela frase antiga e surrada, quero os leitores das minhas postagens, e ouvintes das minhas pregações saibam que “os críticos também amam”.
Um abraço!
pr Aécio
Acredite se quiser, não foi uma escolha. De repente me peguei criticando as mazelas e querelas que observo nas igrejas, ministérios, movimentos, seitas, etc. – para aliviar o descontentamento dos mais, digamos, sensíveis ou "dodóis": Nem minha congregação escapa my friend! Aliás, nem eu mesmo escapo de mim!
Sei que essa conduta me deixa numa situação meio desconfortável (e perigosa), pois conheço a extensão e a fragilidade do meu teto de vidro. Por conta disto, não poucas vezes me sinto como um equilibrista numa corda bamba, sem vara. Outras vezes me sinto acuado... Mas, tenha certeza: Jamais amedrontado! Noves fora, que venha minha porção de críticas, se necessário!
Com o tempo, percebi que até mesmo em nosso afável e carinhoso meio evangélico, se a gente quiser perder (inclusive amigos) é só criticar ou discordar. Se dependesse só da minha vontade não perderia nada, nem ninguém. Entretanto, só há uma coisa que não quero perder de jeito nenhum: a fé! Quanto às outras, sempre que não depender só da minha boa vontade, fazer o quê?
Prefiro ser um crítico assumidíssimo a ser um profeta do óbvio, um papagaio de pirata ou um falastrão interesseiro – já bastam os que estão ocupando alguns púlpitos, lotando congressos e conferências, e outros espaços disputados por públicos que amam um cafunézinho, quando mereciam um cascudo!
Não quero ser, nem imitar a ninguém. Não quero ser Paulo, nem Jeremias... Quero ser o que sou e falar o que penso, nada mais – sinceramente não acho que é pedir muito! Não quero usar as oportunidades para simplesmente levantar o dedo contra A ou B, mas também não as quero para cativar audiências com conversas de botequim. Não me permito fazer demagogia ou média com quem vive na expectativa de ouvir amenidades, elogios e rasgação de seda.
Ser crítico tem seu preço – pena que não existe teto de vidro blindado (risos)!
Apesar de fazer críticas com o intuito simples de tentar apagar este fogo alimentado pelos desmandos e distorções cada vez mais comuns, principalmente no meio evangélico, percebo que muita gente interpreta como mera intolerância, inveja ou algo semelhante. Ledo engano.
Criticar é pedir para ser criticado também, é pedir para ser sacrificado nos altares profanos da vingança, é se expor a ataques gratuitos, traiçoeiros e covardes às vezes.
Em um exemplo recente, aqui mesmo no Blog, um tal “anônimo” (ou “nhonhônimo”) me pegou pra louco e, na tentativa de esticar o assunto em torno de uma crítica que o mesmo fez a mim, desafiando e provocando o dito cujo com algumas postagens posteriores, parece que o mesmo escafedeu-se... Ser crítico não é para qualquer um mesmo! Aleluia!
Noutro exemplo, mais uma pedrada no meu querido e sofrido teto repercutiu no teto da esposa... Pode?! Há mais ou menos dois anos nem mesmo os docinhos que ela fazia (e faz) para complementar a renda doméstica escaparam do revide. Isto mesmo, as guloseimas da minha MARAvilhosa mulher foram motivo de questionamentos do tipo “... estranho que a esposa de um pastor tenha que vender docinhos” – uma coisa destas nem merece reposta.
Por fim, parafraseando aquela frase antiga e surrada, quero os leitores das minhas postagens, e ouvintes das minhas pregações saibam que “os críticos também amam”.
Um abraço!
pr Aécio
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