quarta-feira, 18 de abril de 2012

FAMÍLIA: O QUE VOCÊ ESTÁ ENSINANDO PARA SEUS FILHOS? - PARTE 2

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”  -  Provérbios 22.6 -
“Tal pai, tal filho”.

No início, os bebezinhos trazem apenas os traços físicos que podem facilmente dizer quem é filho de quem. Com o tempo, o jeito de falar, de agir e reagir não deixam dúvidas, confirmam de uma vez por todas que “filho de peixe, peixinho é”.

O trecho bíblico a seguir (que não tem nada a ver com “maldição hereditária”) deveria servir como um alerta aos pais inconsequentes e remissos. Estes se esquecem de que o futuro dos filhos estará seriamente comprometido na hipótese de não se arrependerem e não converterem de seus maus exemplos em tempo (citarei alguns logo abaixo): “... porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”  -  Gálatas 6.7

O que muitos pais não percebem é que em todo tempo estão semeando através de palavra, atitudes, decisões, comportamentos, escolhas, gestos, etc. Qualquer uma destas coisas sozinhas ou combinadas podem se transformar numa infinidade de “sementes” que germinarão, brotarão e darão seus respectivos frutos.

A lista abaixo é só um esboço, entretanto, destaca alguns dos mais preocupantes e maus exemplos:

- Grosserias: explosões de fúria; agressões físicas e verbais;

- Falta de respeito: palavrões; hábitos e gestos maliciosos;

- Estilo de vida “torto”: Engano; mentira; dissimulação; vícios diversos e outros comportamentos similares;

- Relações “doentes”: Ausência de empatia; falta de diálogo; falta de carinho ou de palavras de motivação.

Algo extremamente sério e digno da nossa atenção é o fato de que só temos domínio sobre a semeadura, sobre a colheita não! Podemos plantar várias sementes, porém, basta uma só delas vingar para dar origem uma planta inteirinha repleta de frutos, cheinhos de sementes que poderão ser boas ou más! Você não vai querer correr este risco, vai?!

Perceba que é um ciclo difícil (talvez impossível) de controlar. Por isso, quanto antes os pais prestarem atenção na qualidade das “sementes” que são lançadas sobre os filhos, mais tranquilos poderão ficar em relação aos frutos que deles procederão.

Eis algumas dicas para os pais:

- Cultivem boas e saudáveis amizades, isto viabiliza influências positivas;

- Mantenham boas relações em todos os níveis sociais, isto fomenta a empatia e o companheirismo;

- Adotem um estilo de vida coerente com tudo o que é correto e justo, isto possibilita a formação pessoas de bom caráter, íntegras e cidadãos responsáveis;

- Sejam criteriosos na questão do respeito às pessoas, isto transmite tolerância e capacita para a boa convivência com o próximo.

Até a próxima!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

FAMÍLIA: O QUE VOCÊ ESTÁ ENSINANDO PARA SEUS FILHOS? - PARTE 1

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”  -  Provérbios 22.6 -

Não é de hoje que se discute a deterioração das novas gerações, no que diz respeito aos valores, aos princípios e demais fatores que regem a moral, os costumes e, consequentemente, as relações essenciais à vida humana.

Da década de 60 pra cá - época que marca a chamada “revolução sexual” - confundiu-se definitivamente liberdade com libertinagem, e iniciou-se uma ruptura comportamental: Nada além de prazer, aventura e protesto!

O mundo, por sua vez, paga o terrível preço desde então, que pode ser mensurado pelos seguintes dados, dentre inúmeros outros:

- sistemática desagregação e degeneração da família como um todo;
- aumento desenfreado no número de abortos;
- índices crescentes de violência em todas as suas modalidades;
- mais e mais dependentes químicos (drogados) fomentando o desgraçado sistema de tráfico de entorpecentes, de armas, etc.;
- absurdo (e sempre crescente) número de crianças “órfãs de pais vivos” nas ruas e abrigadas em instituições governamentais e ONG’s;
- consolidação da exploração sexual de menores (ou prostituição infantil, que em alguns lugares ganha o nefasto codinome de “turismo sexual”);
- etc.

Mas, pouco ou nada adianta inquirir sobre o que observamos nas novas gerações, se nós, pais, não estivermos dispostos a avaliar com franqueza as terríveis falhas em nossos próprios comportamentos.

Pais e mães relapsos, ausentes, violentos, indiferentes, viciados, superficiais, autoritários, hipócritas, obscenos, mentirosos, trapaceiros, vingativos, etc., são indiscutivelmente, os primeiros responsáveis em reproduzir nos filhos seus próprios caracteres – lembrando que há sempre o risco da “cópia” sair pior que o “original”!

A verdade que incomoda muita gente é esta: O péssimo exemplo dos pais dentro de casa “fabrica” aquilo que fora passa a ser conhecido, muitas vezes, como “capeta”, “monstro”, “bandido” e outros nomes não muito simpáticos.

Até a próxima!

- pr Aécio -

sábado, 24 de março de 2012

QUEBRANDO A MALDIÇÃO DA “QUEBRA DE MALDIÇÕES”

Desde que essa coisa batizada de “teologia da prosperidade” começou a ser propalada no Brasil, percebi que se tratava de algo mais sério do que podíamos imaginar. Não demorou muito e tive a certeza de que se tratava de uma das mais terríveis, satânicas e perigosas teologias que, à semelhança de tantas outras doutrinas de demônios despejadas em nossas igrejas, vinha para ser uma espécie de divisor de águas onde, de um lado ficariam aqueles que primam pelas verdades límpidas e cristalinas que fluem do Novo Testamento, e do outro aqueles que são infantis na fé, aqueles se deixam levar por “todo vento de doutrina” que se originam no esgoto do inferno. Deu no que deu!

Como uma praga, esta “terrorlogia” encanta, hipnotiza e seduz um número cada vez maior de adeptos e seguidores. 

Como um vício difícil de ser abandonado, quase todos aqueles que se deixam contaminar pelos “papas” destes ensinos mirabolantes: regressão espiritual; confissão de pecados e quebra de pactos de antepassados; proclamação de palavras que liberam isto ou aquilo; adoração extravagante (leia-se esdrúxula); manifestações “espirituais” que simulam jeitos e trejeitos estranhos (leia-se assustadores); apego exacerbado (ou culto)  a  objetos, costumes, tradições e outro adereços judaicos; pregações superficiais contendo flagrantes erros de interpretação em passagens isoladas da Bíblia; etc., tendem a supervalorizar tais ensinos e a menosprezar todos os demais que lhes pareçam ortodoxos, tradicionais ou conservadores.

Lembrei-me do apóstolo Paulo (que não tem nada a ver com os “apostolozinhos” fabricados em alguns quintais estrangeiros ou tupiniquins) escrevendo para os crentes de Corinto: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” - II Co 11.3

A palavra acima cai como uma bomba sobre quase tudo o que a gente lê, vê e ouve sobre “quebra de maldições”, por exemplo. Tento imaginar Paulo se referindo às pessoas que o procuravam dizendo: “Olha, você terá que responder 400 perguntinhas básicas, que vão das cores preferidas aos lugares que frequentou nos últimos dez anos... Ah! E não se esqueça de levantar sua árvore genealógica, começando por 10 gerações anteriores!” – claro que ironizei um pouco só para provocar as mentes mais cauterizadas, para ver se ao menos começam a refletir com mais honestidade se aquilo que praticam ou creem é, ao menos, coerente com a Palavra de Deus!

Sabe, apesar de entender que este debate pode tomar proporções gigantescas e desgastantes – dependendo com quem conversarmos corre-se o risco de se chegarmos às vias de fato (entenda como quiser) -, gostaria de lembrar aos fanáticos adeptos do nefasto ensino de que ninguém, nem você, leitor, sob nenhuma alegação, depois de ter confessado a Jesus como Salvador e decidir fazer da Palavra de Deus sua regra de fé e conduta, jamais deveria ser submetido aos infindáveis ritos ou “sessões” de cura e libertação, ou se sujeitar aos vexame das suposta manifestações infantilizantes e humilhantes, praticados em muitos dos “desencontrados” encontros. Se qualquer um de nós assim procedermos, estaremos nulificando os efeitos do sacrifício de Jesus! 

Se Jesus nos fez novas criaturas, o pressuposto é que houve uma ruptura radical como nosso passado.

Logo, se Ele, Jesus, fez a obra completa na cruz ("tetélestai" - "está consumado" - João 19.30), quebrando, sobretudo,  TODAS as maldições, não resta o que ser feito ou acrescentado, simples assim:

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” – II Co 5.17

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.”  -  Gl 3.13-14

É isso! É Bíblia!
O resto é conversa fiada!

Um abraço.
- pr Aécio - 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

AOS PASTORZINHOS DAS IGREJINHAS

Com a febre de glamour que afeta a igreja brasileira quase tudo parece se revestir de superlativos: “Grande astro da música gospel”, “mega templo”, “grande homem ou mulher de Deus” e blá, blá, blá... Nada mais incoerente (já ia escrevendo estúpido de novo!).

Mas, graças ao bom Deus ainda mantenho minha cuca em ordem. Talvez nem tudo esteja errado com a tal “febre”. Porém, nada daquilo (ou daqueles) me atrai, nem faz minha cabeça a ponto de desmerecer ou desprezar aquelas igrejinhas, daqueles pastorzinhos que estão nos fundinhos da periferiazinhas. A bem da verdade, acho mesmo que é melhor uma igrejinha saudável na favela, do que um igrejão perebento na avenida principal do bairro chique!

Antes achava até que algo estava errado em mim por não sentir nenhum frisson quando entrava nas igrejonas lotadas, ou quando me deparava com um “grande este ou aquele”, mas não. Hoje entendo que desde cedo fui liberto desse comportamento exibicionista que, para mim, parece estar se tornando um fetiche na cristandade moderna.

Como eu, a maioria maciça dos obreiros nacionais são pastorzinhos de igrejinhas – modéstia a parte, sem estes a igreja brasileira entraria em colapso! E é aí, entre estes mesmo, que a gente vê gente que rala pra ver o povo são; que chora com o enlutado; que torce pelo novo discípulo; que empunha a Palavra com firmeza pra livrar o rebanho do “coisa ruim” e das coisas ruins; que vibra num batismo de um, dois ou três; que celebra as mínimas conquistas; que não se rende às ofertas das “terrorlogias” modernas; que vive o que prega; que visita a viúva; que abraça o órfão; que entrega folheto com a mensagem da cruz; que vai no mutirão da limpeza; que fica horas e horas escutando o lamento do outro; que come nas casas sem se achar o bam-bam-bam; que não tem pressa de ir embora depois do culto; que leva o doente ao médico; que carrega o recém nascido no colo; que luta pela família; que não busca os bens, mas o bem das pessoas; que se sente bem recompensado quando uma ou duas vidas decidem por Cristo após seu apelo;  etc.; et.; etc.

Não sei quantos “pastorzinhos de igrejinhas” vão ler esta mensagem – até pediria para se manifestarem de alguma forma.
Também quero que saibam que não foi desdenhando de vocês que escrevi o que escrevi. Esta foi uma forma de exaltar o trabalho e o testemunho de todos aqueles que estão espalhados pelas cidades e interiores, labutando para manter pequenos espaços, cuidando de pequenos grupos de pessoas e com pouquíssimos recursos: Vocês estão realizando uma grande obra, para um Grande Deus! Portanto, todos vocês, assim como seus respectivos trabalhos, possuem um inestimável valor diante d’Aquele que os chamou!

“Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.”  -  Mateus 11.11

- pr Aécio - 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

VERDADES SOBRE A MENTIRA

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”  -  João 8:32

Continuarei a afirmar que até meias verdades são mentiras completas, mesmo que muita gente continue torcendo o nariz todas as vezes que escutar isto.

O fato é que quanto mais o tempo passa, mais a mentira se consolida como argumento válido para toda e qualquer ocasião. Não raras vezes, muitos cristãos se utilizam até mesmo de passagens da Bíblia, isoladas do seu contexto, claro, tomando emprestados episódios específicos para justificar comportamentos erráticos.

Num tempo onde os enchimentos e as maquiagens dão as formas e as cores, redefinindo o conceito de “belo”; e num mundo onde se paga propina pra não manchar a “honra”, parece que a tendência é vermos a verdade se tornando cada vez menos necessária, menos útil, logo, menos praticada.

Quem vive de mentiras, vive encarcerado. Pessoas habituadas a mentir se tornam escravas de si mesmas, vivem encarceradas em seu cinismo sem perceber.

Há quem chegue a um nível tão crítico e tão dramático de dependência da mentira, que já nem discernem as fronteiras entre o real e o fictício – muitos chegam às raias de distúrbios psíquicos, ou patologias que os levam aos consultórios de profissionais que lidam com o assunto, na tentativa de se livrarem deste flagelo.

Jesus tratou a mentira com todo o rigor necessário. Sem rodeios ele disse em alto e bom som que quem mente é filho do diabo! Chamou pretensos judeus de filhos do diabo!
Em Apocalipse, Ele não fez diferente, colocando os mentirosos no mesmo grupo que agrega feiticeiros, adúlteros, homicidas e idólatras.

Pode parecer exagero, mas a mentira fascina muitas pessoas. Em todos os círculos e camadas sociais há quem se vanglorie de enganar os outros para obter lucros, fama, status, prazer, etc. Em nosso país, por exemplo, existe o que chamo de “cultura da mentira”, repleta de comportamentos terríveis conhecidos como “jeitinho brasileiro”, “lábia”, “xaveco”, “171”, “chapéu”, “perdido”, dentre outros, que são tolerados (e cultuados) com toda parcimônia.

Na medida em que o tempo passa a mentira se institucionaliza nas grandes corporações, se acomoda nas práticas governamentais, se mascara nas diversas religiões, se impõe como “mal necessário” no imaginário coletivo e se acomoda nas relações familiares. Entretanto, o que a gente não pode esquecer é que, no fim, a mentira cobra seu preço: miséria, vícios, desagregação, doenças e mais uma infinidade de desgraças que destroem populações inteiras podem ser atribuídas a ela.

O antídoto para a mentira é o exato oposto dela mesma: a verdade.
Há quem diga que a verdade dói. Mas, amado leitor, não caia em mais esta mentira! Quem já foi vítima da mentira sabe o que é que dói!
A verdade, é que a verdade cura, traz paz, conforta, esclarece e dá segurança. Portanto, fale e pratique a verdade! Seja verdadeiro sem dó e sem rodeios, desfrutando, assim, da liberdade 100% que ela proporciona! -pr Aécio

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

VOCÊ É QUEM VOCÊ PENSA QUE É?


“Mas pela graça de Deus, sou o que sou...”  (Apóstolo Paulo)

Todos os dias lidamos com uma grande variedade de pessoas. Quer seja da família, do trabalho, da escola ou dos demais círculos sociais. Nos encontramos e nos comunicamos com pessoas de todo tipo. Algumas mais alegres, outras mais introvertidas; algumas simpáticas, outras nem tanto e assim vai.

Mas, será que todas estas pessoas são o que realmente pensamos que são? E ainda: Será que elas mesmas têm plena convicção de ser o que querem transparecer ou dizer que são?

A falta de autenticidade, as “camuflagens”, os modismos e as manias de imitar celebridades, acabam gerando o que chamo de “efeito camaleão”, que é um seríssimo problema hoje em dia, e que respinga principalmente nos relacionamentos pessoais. Estes tendem a se tornar superficiais, podendo manter-se por vários anos sob um terrível estado de tensão e de desconfiança, ou sob um manto de cordialidades e amenidades nada sincero.

Muitas famílias se encontraram neste final de ano sob um clima de guerra fria. Bastaria alguém tocar numa ferida aberta, num episódio mal resolvido e o botão da bomba seria acionado!

Podemos conhecer casais aparentemente derretidos de amor, com direito a “benzinho” para lá e pra cá e tudo, tolerando-se sem querer querendo, mais ou menos nos moldes do Sr. E Sra. Smith (do filme). Tais comportamentos são muito mais frequentes em ambientes de trabalho, entre patrões e empregados, chefes e subalternos que vão fingindo que se toleram, que se gostam ou que se apreciam, numa nefasta simbiose onde os interesses mesquinhos é o que dá o tom das relações, nada mais. - pr Aécio

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ANO NOVO, VIDA NOVA – SERÁ?

Passou a catarse provocada pelas festas de fim de ano, e parece que as coisas estão voltando ao normal – as pessoas idem! Propositadamente esperei passar todo este tempo para escrever sobre o assunto, pra não cair na tentação dos velhos e chatos jargões.

Invariavelmente, durante quase todo o mês de Dezembro muita gente se deixa absorver pelas comemorações, presentes, banquetes, viagens, etc. Juntem-se a todo este aparato os símbolos próprios do Natal e Ano Novo e, então, é de se esperar mesmo que no período das chamadas “festas de fim de ano” que muitos se comportem como se estivessem hipnotizados, atraídos e seduzidos pelas sensações e emoções desencadeadas por este conjunto de coisas. Por fim, e como se tudo isto não bastasse, monta-se um imenso cenário carregado de sons, luzes e cores espalhados pelas ruas, praças, shoppings e casas, que completa o enredo.

Embalados por este efêmero mundo irreal, uma considerável parte das pessoas parece entrar numa espécie de “transe”, se permitindo exagerar no comer, no beber, no comprar, etc.
Há de se observar também que surgem exageros nos comportamentos das pessoas que, de repente, parecem emanar e respirar ares de benevolência e altruísmo em ambientes comumente hostis e desagradáveis – às vezes penso que é só uma trégua temporária, após este tempo os embates e diferenças voltam à tona. Todo mundo sabe, por exemplo, que várias confraternizações entre funcionários de empresas e até mesmo entre familiares representam apenas uma ilha no meio de um mar revolto de inimizades, contendas, rixas e diferenças quase intransponíveis. Entretanto, no fim de cada é comum as pessoas também abrirem concessões pessoais que lhes permitam até fazer de conta que tudo é amizade e solidariedade, não é?!

É nesta época que as pessoas também tendem a prometer céus e terra para si e para os outros. Promessas que vão do “este ano vou perder peso” a “vou dar mais atenção a minha família” é o que não faltam. Entretanto, é quase consenso que boa parte destas promessas não passa de palavras ao vento, de reverberações inócuas e estúpidas.

Mas agora, é hora de “cair a ficha”, de lembrar que a vida continua com toda a sua intensidade.
Penso que a cultura (ou costume) de se apegar a virada de ano pra mudar de vida pode ser algo traiçoeiro. Recuso-me a crer que é necessária uma data específica para agregarmos novos valores ou tomarmos atitudes em direção às mudanças necessárias para nosso próprio bem e dos outros também. Isto pode ser feito hoje, agora!

Não acho nada inteligente atribuir poderes místicos ou mágicos à mudança do calendário. Vida nova não acontece, não vem de bandeja. Vida nova é a gente que provoca; é a gente que faz acontecer em qualquer tempo. Basta querer! – pr Aécio