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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

YES! NÓS TEMOS FALSOS PROFETAS!

O Brasil está virando um celeiro… De falsos profetas também! Isso pode até chocar, mas não é nada perto do que esses perversores do Evangelho são capazes de fazer para se locupletarem através das manobras que arrastam multidões às suas armadilhas.

UM AVISO: Não estou falando só de neopentecostais, não! Eles estão infiltrados em TODAS as denominações, indistintamente, e agindo de igual forma, sugando e sangrando as igrejas por dentro!
Quando disse TODAS, são TODAS mesmo: Não escapam presbiterianos, batistas, luteranos, metodistas, pentecostais, tradicionais, independentes, renovadas, avivadas... E por aí vai! Eles estão dominando o cenário evangélico brasileiro!

Tem falsos profetas para todos os gostos. Há daqueles mais mansos e dissimulados, mas podemos facilmente esbarrar nos mais aguerridos, nervosos e abusados. Têm daqueles que vou chamar de “fala mansa”, são aqueles que sussurram promessas de prosperidade e vida fácil; mas também têm os que provocam catarse que arrebatam os ouvintes com profetadas apocalípticas e revelações estonteantes. Alguns querem ganhar pela aparência. Tanto é que não é de hoje que a gente vê circulando por aí “pastoras peruas” e pastores “roqueiros, metaleiros” – sem falar dos “mauricinhos” e das “patricinhas” que amam desfilar grifes famosas, relógios caríssimos e carrões... Desculpem mais uma vez, mas onde nasci se diz assim: É cada um mais besta que o outro!

No passado, o que mais preocupava um ministro quando se preparara para o púlpito, tribuna, etc., era a consagração. O preparo espiritual, o domínio das Escrituras e o temor dominavam a cabeça dos pregadores. Agora a coisa mudou muito em muitos casos. Podem me jogar pedras, mas para muitos pregadores e pregadoras, a preocupação maior é o look (visual), e isso é o que pode satisfazer o ego inflamado de quem está preocupado com a casca, mas para Deus o que interessa mesmo é o conteúdo!

A propósito, alguém conhece um tempo na igreja que não havia “falso” profeta?! Eu também desconheço. Desde o início, sempre houve essa “laia” de gente em nosso meio e, para ser bem honesto, mesmo não dominando o assunto 100%, acho que eles até tem uma “utilidade” entre nós: Para que o verdadeiro se destaque ao se estabelecer a comparação – essa é uma opinião muito minha, muito particular mesmo. Fora isso, não servem pra mais nada!

Desculpem a ironia, mas parece que virou moda ser falso profeta no Brasil. E o pior é que tem “consumidor”, tem público pra isso! É de arrepiar, mas o que tem de gente seguindo homens e mulheres que distorcem as Escrituras na maior cara de pau é surreal! Por aqui, em solo tupiniquim basta fazer uma gracinha, mostrar um milagrinho, cantar um pouco mais agitadinho, fazer da pregação um stand up, inventar uma campanhazinha, realizar uma performance mais curiosa ou qualquer outra estripulia que chove de gente em volta! Onde isso vai parar minha gente?! Eu tenho minhas convicções, e sei muito bem onde isso vai parar!

Tem cada coisa feia acontecendo por aqui que dá nojo de assistir na TV, de ouvir no rádio de encontrar na internet... Misericórdia!

Vou parar por aqui. 

Cansei de falar desses chacais... Até a próxima!

Um abraço!

pr Aécio

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

REFLEXÕES SOBRE O SERMÃO DA MONTANHA

Há quase cinco meses tenho pregado sobre a passagem bíblica que conhecemos como “O Sermão da Montanha”, escolhendo como base para as exposições aquela registrada nos capítulos 5 a 7 do Evangelho de Mateus.
Vibrei em revisitar a “galeria das bem-aventuranças”, onde podemos entender que quaisquer sofrimentos, observados da perspectiva do Reino de Deus são detalhes de somenos importância, diante da esperança que nos reserva a eternidade nos céus (5.7-12).

Lembrei que o testemunho cristão deve sair da esfera do discurso inerte e se tornar relevante, e que isto só é possível quando influenciamos e envolvemos as pessoas ao nosso redor com o poder do Evangelho, atuando como “sal” e “luz”  (5.13-16) – elementos que dificilmente passarão despercebidos onde quer que estejam presentes.

Refleti mais uma vez sobre o perigo de viver na miséria espiritual sustentada pela religião “farisaica” – aquela que exacerba nas exigências, mas que afrouxa na prática (Mt 5.17-20).

Voltei a estudar sobre os temas polêmicos dos Evangelhos, aqueles que vão dos “sentimentos assassinos”, passando pelo adultério no coração e que chegam até ao odioso e traumático divórcio (5.21-31).

Reavaliei minha própria conduta diante do perigo de subjetivar, ou tratar levianamente aquilo que é sagrado. Além disso, fiz uma introspeção para ver como andam meu senso de justiça própria e minha predisposição em lidar (ou “liquidar”) aqueles que me aborrecem ou me incomodam (5.33-48).

Cheguei envergonhado no capítulo 6, quando me dei conta do quanto somos mesquinhos ao acharmos que temos tantas dificuldades, enquanto muita gente com muito mais necessidades que nós, se sentiriam felicíssimas com bem menos da metade do que a maioria de quem vai ler estas linhas tem ou é (1-4).

Vi que oração e jejum são práticas que facilmente corrompemos pela nossa tendência de querer exibir uma espiritualidade de fachada muitas vezes, enquanto Deus continua esperando uma entrega íntima e verdadeira (6.5-18).

Percebi que os bens materiais desta vida podem ser paradoxalmente tão atraentes quanto desprezíveis; que meus olhos devem ser treinados de forma a contemplar o que eterno, e que por mais que anseie pelas coisas da vida – e que por elas perca o sono – o tempo e a história não irão parar só para que lamente minhas próprias misérias (6.19-34).

Dei meia volta e reencontrei no espelho da minha consciência uma pessoa cheia de defeitos e contradições, mas que muitas vezes se vê à cata da perfeição nos outros (7.1-6).

Entendi de uma vez por todas que desistir é o mote dos fracos. Também consolidei o entendimento de que o simples fato de poder orar é, por si só, mais importante do que quaisquer respostas, e que caminhos e opções fáceis nunca serão sinônimos de conquista ou êxito (7.7-14).

Li sobre os falsos profetas e senti repugnância só de pensar naqueles que enganam em nome da fé. Mas, para não cair na contradição de julgar os outros e não ser flagrado pelo Juiz dos Juízes naquele dia (comentário acima), vasculhei minha despensa testando a qualidade dos frutos que tenho dado ao Senhor e oferecido àqueles que tenho a obrigação de servir (família, sociedade e igreja) – conclui que preciso melhorar muito (7.15-23).

Finalmente, compreendi que não é o conhecimento intelectual da Bíblia, nem o muito que possa conhecer de teologia que vão me livrar na hora do perigo, mas sim o quanto das Escrituras está presente nas minhas experiências, pois só Elas podem dar a firmeza e a segurança necessárias para que permaneça de pé, independente do tamanho das ameaças (7.24-29).
Fim.
- pr Aécio -

terça-feira, 22 de março de 2011

DETERMINE...

Dos jargões “evangeliqueses” que me provocam ojeriza, um dos mais toscos e que mais detesto é o tal do “Determine sua vitória irmão!” – ao lado do “Tá amarrado!” não sei qual dos dois indica mais estupidez no ranking das baboseiras neopentecostais.
Causa dó e espanto pensar que muitas pessoas pelo mundo afora passam a pronunciar estas frases burras e absurdas como se fossem uma espécie de “abracadabra”, crendo que seus problemas desaparecerão num passe de mágica.

Mas, quero propor que os crentes determinem sim. Aproveito a ocasião para reafirmar alguns valores que há muito estão desaparecendo da prática evangélica brasileira, cedendo lugar ao misticismo e à superstição. Se for para determinar, então, proponho que cada leitor cristão, ao acessar esta mensagem determine:

Que jamais irá subestimar a soberania de Deus, achando que o céu é como a “casa da mãe Joana”, e que os anjos são como mordomos prontos para satisfazer os desejos humanos mais mesquinhos.

Que jamais se dobrará à famigerada teologia da prosperidade, a qual reduz o Evangelho da Salvação eterna em subterfúgio para salvação da conta bancária.

Que jamais seguirá os mercenários donos das “emprejas”, esbanjadores que lucram e enriquecem mais e mais cada vez que abrem uma nova franquia, ou despejam seus produtos heréticos no mercado.

Que fará da Bíblia sagrada única fonte de inspiração e devoção, desprezando quaisquer pregações, ensinos, livros, etc., que não forem originadas e fundamentadas em suas páginas.

Que jamais olhará para a igreja como um espaço de recreação ou passatempo, mas sim como um lugar onde prestamos culto, consagramos dons, e dedicamos talentos para comunhão e edificação de todos os que nela se abrigam.

Que será um instrumento de Deus contribuindo ativamente com suas orações e finanças para que o Evangelho chegue aos não alcançados.

Que não resistirá ao chamado, caso seja movido pelo Espírito Santo para ser uma testemunha entre povos de outras nações.

Que não se deixará enganar pelas propostas modernas dos pregadores que deturpam a mensagem da cruz, reduzindo-a a mera retórica cultural, desprovida do poder libertador que afasta o homem do pecado.

Que honrará seus pastores e líderes locais, os quais dão a vida para pastorear rebanhos hoje cassados e acossados pelos chacais disfarçados e autodenominados apóstolos, bispos, patriarcas e missionários.

Que não depositará sua fé nas idolatrias das campanhas e correntes supostamente evangélicas, bem como nos objetos sincréticos distribuídos em muitas delas (sal grosso, rosas, lenços, águas, óleos e outros artefatos místicos).

- pr Aécio -

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

“CALA BOCA MAGDA!"

Este bordão ficou conhecido através de um programa (ridículo) humorístico exibido pela Globo anos atrás. Era a maneira “gentil” do marido por fim às reverberações absurdas (leia-se burras) de sua esposa, sugerindo a falta de senso dela (ou de inteligência mesmo) – virou mania nacional.
Recentemente, na época da última Copa do Mundo, o Twitter congestionou com o protesto em forma de hashtag com o rasgado “Cala a boca Galvão”... Deu o que falar – virou capa da Veja!

Pois bem, o que vou escrever a partir de agora não tem nada a ver com programas de humor, com a Globo ou humoristas, nem com o Galvão Bueno (comentarista esportivo). Tem a ver com os pregadores midiáticos cada vez mais sem noção, que andam proferindo as coisas mais absurdas em nome de Jesus, usando burramente a Bíblia (esta é a maior façanha) para dar base aos seus ensinos mirabolantes.
De tão maliciosos e espertalhões que são estes rapineiros conseguem arrebanhar pessoas de todas as classes sociais e de todos os níveis culturais com as promessas de cura, vida regalada e ascensão social. Inventam revelações, produzem profecias, dramatizam testemunhos e relatam experiências supostamente sobrenaturais de causar espanto. Há momentos em que eles são tão artificiais que denunciam a si mesmos em falas contraditórias, gestos espalhafatosos fora de hora e expressões faciais que destoam do restante das performances.

Entretanto, o que mais me intriga são as maneiras como interpretam passagens inteiras da Bíblia na base do “texto fora do contexto” e manipulam as emoções das pessoas, com o intuito de sustentar as mais deslavadas mentiras e as mais estúpidas doutrinas que eles mesmos inventam. O pior é que quase sempre logram êxito em persuadir os pobres miseráveis que os seguem em suas igrejas, conferências, etc. Por exemplo, neste final de semana, avaliei as atuações de 2 dos pregadores televisivos mais famosos atualmente, aos quais vou chamar de “X” e “Y”. Observem suas falas e meus comentários em seguida:

Fala do pregador “X”: “Jesus disse que você pisaria serpentes e escorpiões! Serpentes e escorpiões são duas classes de demônios!”
Comentário: O tal pregador passou um bom tempo falando sobre as propriedades nocivas do veneno dos animais, para depois fazer um gancho, equiparando-as às ações do diabo e demônios nas vidas das pessoas – não sei se ele foi bem sucedido no “decoreba” da parte da Zoologia, mas no que tange à Teologia falou um quilo e não entendi um grama.

Fala do pregador “Y”: “Fizeram um trabalho de magia pra te matar!” – apontando para uma vit..., quer dizer, pessoa.
Comentário: Este é um dos chavões mais manjados e frequentes nas reuniões pentecostais e neopentecostais – já nem cola muito. Este pregador só tem duas opções: Ou começa a pregar a Bíblia e falar só o que pode ser confirmado por Ela, ou precisa atualizar seu repertório de jargões pra não passar vexame e não entediar seu público.

Mas, não é só de pregador “X” e “Y” que a igreja está infestada não. Na verdade a lista compõe-se do alfabeto inteiro daqueles que vão tornando o Evangelho algo cada vez mais desacreditado e a Igreja alvo de comentários desprezíveis e difamatórios. Para eles, gostaria de mandar um recado aparentemente grosseiro, mas necessário:

“CALEM A BOCA PREGADORES SEM NOÇÃO!”

- pr Aécio -

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A MENSAGEM É A CRUZ

Fico cada vez mais impressionado com a incapacidade que os pregadores modernos têm de pregar sobre a cruz. Digo que são incapazes não por não possuírem preparo teológico, acadêmico ou algo parecido. Tornaram-se incapazes por que se deixaram seduzir pelo espírito da concupiscência que governa esta geração.
Eles pregam sobre prosperidade, sucesso e prestígio, mas não pregam sobre o Cordeiro que foi sacrificado para tirar o pecado do mundo. Logo, o que resta? Um monte de ricos narcisistas que continuam atolados em seus pecados e condenados ao inferno! É isso mesmo, sem cruz não há perspectiva de salvação!
As argumentações das pregações atuais são catastróficas em matéria de fidelidade às Escrituras, por exemplo. E quando se usa a Bíblia, comete-se as distorções mais absurdas e desavergonhadas! Os pregadores new age já nem disfarçam mais! Nem se preocupam se vão ser retaliados, querem o dinheiro das pessoas e o resto que se dane! Para estes não importa se o pecador vai passar o resto da eternidade nas densas trevas do inferno, o que importa é o quanto podem “contribuir” para engordar o caixa (2, 3, 4...) de suas organizações (ou empresas)! O que importa é se seus seguidores têm uma posição social que vai mostrar pra vizinhança algo do tipo “Olha, têm gente importante na minha igreja”!

Um crente pode viver sem dinheiro, mas não pode viver sem a cruz! Sim, em nenhum momento as Escrituras dizem que teríamos dinheiro sobrando ou vida fácil “em nome de Jesus”. Esta mentira está sendo repetida à exaustão por gente que não tem misericórdia, lobos cruéis que já fizeram a vida em cima da boa fé dos incautos. Empresários passando-se por pastores, apóstolos, bispos, etc.; magnatas que acumulam fortunas em nome de Deus; especialistas em renda que tomam de assalto o santo ministério; investidores vorazes preocupados com o seu bem estar (e de sua prole), disfarçados de bons samaritanos; ditadores que solapam a dignidade da fé pura e simples em Jesus em nome de suas ambições pseudo-reveladas.

O pregador sem a cruz é um farsante... Um canalha! Qualquer que seja a mensagem, independente de qualquer que seja o assunto ou tema deve culminar no sangue do Filho de Deus escorrendo pelo madeiro!
Que qualquer argumentação que não leve o pecador ao silêncio do Getsêmani, e não termine no alto do Gólgota seja anátema!

A mensagem é a cruz... A cruz de Cristo! - pr Aécio

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A MENSAGEM É A CRUZ

Fico cada vez mais impressionado com a incapacidade que os pregadores modernos têm de pregar sobre a cruz. Digo que são incapazes não por não possuírem preparo teológico, acadêmico ou algo parecido. Tornaram-se incapazes por que se deixaram seduzir pelo espírito da concupiscência que governa esta geração.
Eles pregam sobre prosperidade, sucesso e prestígio, mas não pregam sobre o Cordeiro que foi sacrificado para tirar o pecado do mundo. Logo, o que resta? Um monte de ricos narcisistas que continuam atolados em seus pecados e condenados ao inferno! É isso mesmo, sem cruz não há perspectiva de salvação!
As argumentações das pregações atuais são catastróficas em matéria de fidelidade às Escrituras, por exemplo. E quando se usa a Bíblia, comete-se as distorções mais absurdas e desavergonhadas! Os pregadores new age já nem disfarçam mais! Nem se preocupam se vão ser retaliados, querem o dinheiro das pessoas e o resto que se dane! Para estes não importa se o pecador vai passar o resto da eternidade nas densas trevas do inferno, o que importa é o quanto podem “contribuir” para engordar o caixa (2, 3, 4...) de suas organizações (ou empresas)! O que importa é se seus seguidores têm uma posição social que vai mostrar pra vizinhança algo do tipo “Olha, têm gente importante na minha igreja”!

Um crente pode viver sem dinheiro, mas não pode viver sem a cruz! Sim, em nenhum momento as Escrituras dizem que teríamos dinheiro sobrando ou vida fácil “em nome de Jesus”. Esta mentira está sendo repetida à exaustão por gente que não tem misericórdia, lobos cruéis que já fizeram a vida em cima da boa fé dos incautos. Empresários passando-se por pastores, apóstolos, bispos, etc.; magnatas que acumulam fortunas em nome de Deus; especialistas em renda que tomam de assalto o santo ministério; investidores vorazes preocupados com o seu bem estar (e de sua prole), disfarçados de bons samaritanos; ditadores que solapam a dignidade da fé pura e simples em Jesus em nome de suas ambições pseudo-reveladas.

O pregador sem a cruz é um farsante... Um canalha! Qualquer que seja a mensagem, independente de qualquer que seja o assunto ou tema deve culminar no sangue do Filho de Deus escorrendo pelo madeiro!
Que qualquer argumentação que não leve o pecador ao silêncio do Getsêmani, e não termine no alto do Gólgota seja anátema!
A mensagem é a cruz... A cruz de Cristo! - pr Aécio